terça-feira, 27 de abril de 2010

Violência com violência

mia

M.I.A
, Born Free

Diretor: Romain Gavras

M.I.A não é mais a mesma. Depois de três anos de seu último material inédito, o disco Kala de 2007, a cantora do Sri Lanka usa o primeiro single de seu terceiro álbum para se engajar. Em forma de um curta metragem, Born Free é uma analogia ao que sempre aconteceu no mundo: perseguições e guerras contra minorias, sejam elas de natureza física, ideologica, sexual ou religiosa. Ironicamente, o diretor Romain Gavras (famoso pelo trabalho com Justice) elegeu os ruivos como etnia perseguida no vídeo. Figurantes trajadados de militares americanos capturam e torturam seus reféns com uma licença visual duvidosa e sem censura de Gavras. As cenas revelam nudez, crueldade e muita violência com direito a sequências explícitas de tiro na cabeça de criança e explosão nítida de outro prisioneiro. Born Free é bem resolvido tecnicamente mas é exageradamente forte. Divulgar uma ideologia na mídia não é o mesmo de escancará-la. Você pode defender seus pontos de vista de paz e tolerância mundial sem utilizar da mesma agressividade que motiva a sua luta, M.I.A. Ah, só uma pergunta, alguém ai conseguiu ouvir a música diante de takes tão chocantes?

nota 4

6 comentários:

Ronan Morais disse...

"NÚ"

será que vão proibir? mais pro final me lembrou do voodoo people do prodigy

Ti disse...

É um vídeo pra se ver uma vez só.

Jader Maia disse...

Ronan, com certeza será censurado. Não tenho nenhuma dúvida. Vão fazer uma versão 4 minutos e sem escrotices pra colocarem na TV.

viviane disse...

Mal gosto...

Beca disse...

Achei muito forte também, quando vi hoje pela manhã eu fiquei em estado de choque.

De qualquer forma, achei interessantíssimo =X

Felipe disse...

A música ficou boa para as cenas fortes, porém, parece mais uma trilha qualquer para uma cena forte de um bom filme. Com certeza a música fica em segundo plano, e apesar de casar bem com o vídeo, poderia ser qualquer outra. Não lembro dos videoclipes da M.I.A., mas gosto dos outros álbuns dela.

O diretor Romain Gavras, que fez o clipe “Stress” (JUSTICE) que é super violento também, conseguiu mais êxito no resultado final nesse trabalho.

De qualquer forma, achei bem interessante “Born Free”. Ser censurado, é o mínimo que deve ser feito, não tem lógica passá-lo em TV aberta em qualquer horário.

Abraço

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